o preconceito nosso de cada dia.


   'preconceito, nunca. temos apenas opiniões bem definidas sobre as coisas. preconceito é o que o outro tem...
   mas, por falar nisso, já observou o leitor como temos o fácil hábito de generalizar tudo e todos? falamos sobre "mulheres", a partir de experiências pessoais; conhecemos "os políticos" após acompanhar a carreira de dois ou três; sabemos tudo sobre os "militares" porque o síndico do nosso prédio é um sargento aposentado; discorremos sobre sogras, advogados, professores, motoristas de caminhão, peões de obra, dançarinos, enfim, sobre tudo. mas discorremos de maneira especial sobre raças e nacionalidades e, por extensão, sobre atributos inerentes a pessoas nascidas em determinados estados.
   afinal, todos sabemos (sabemos?) que os franceses não tomam banho; os mexicanos são preguiçosos; os suíços, pontuais; os italianos, ruidosos; os japoneses, trabalhadores; e por aí afora. sabemos também que os cariocas são folgados; baianos, festeiros; nordestinos, pobres; mineiros, diplomatas, etc. sabemos ainda que o negro não tem o mesmo potencial que o branco, a não ser em algumas atividades que exigem mais do corpo e menos da inteligência.
   o mecanismo funciona mais ou menos assim: estabelecemos uma expectativa de comportamento coletivo (nacional, regional, racial), mesmo sem conhecermos, pessoalmente, muitos ou mesmo nenhum membro do grupo sobre o qual pontificamos. não nos detemos em analisar a questão um pouco mais a fundo. não nos interesa estudar o papel que a escravidão teve na formação histórica dos nossos negros. nada disso. o importante é reproduzir, de forma acrítica e boçal, os preconceitos que nos são passados por piadinhas, por tradição familiar, pela religião, pela necessidade de compensar nossa real inferioridade individual por uma pretensa superioridade coletiva que assumimos ao carimbar ''o outro'' com a marca de qualquer inferioridade.
   temos pesos, medidas e até um vocabulário diferente para nos referirmos ao "nosso" e ao do "outro", numa atitude que, mais do que auto-condescência, não passa de preconceito puro. por exemplo, a nossa, é religão, a do outro é seita; nós temos fervor religioso, eles são fanáticos; nós temos hábitos, eles, vícios; nós cometemos excessos compreensíveis, eles são um caso perdido; e, finalmente, não temos preconceito, apenas opinião formada sobre as coisas.
   ou deveríamos ser como esses intelectuais que para afirmar qualquer coisa acham necessário estudar e observar atentamente? observar, estudar e agir respeitando as diferenças é o que se espera de cidadãos que acreditam na democracia e, de fato, lutam por um mundo mais justo. de nada adianta protestar conta limpezas raciais e discriminação pelo mundo afora, se não ficamos atentos ao preconceito nosso de casa dia.'
jaime pinsky, o estado de são paulo, adaptado.

   é grande, mas é genial. o melhor texto que li essa semana, se não for o melhor que eu já li. quem se deu ao trabalho de ler, espero que tenha valido a pena :) nada melhor do que algo cerebral pra atualizar um blog meio fora do ar.


   eu achava que havíamos avançado da fase 'closer' pra 'o casamento do meu melhor amigo', mas sinto dizer que não consigo me controlar ou comportar tão bem quanto a julianne da julia roberts e ainda morro de inveja de ver a alice da natalie portman sair do apartamento e não voltar mais enquanto o jude law prepara o chá que ela pediu, fazendo jus à frase: 'eu nunca permiti que alguém me deixasse'. desculpem. não tem como não expressar aqui minha vontade diária de ir embora e deixar tudo no lugar que merece... o passado.



fuck off.


- gabi... um músculo precisa do exercício pra se fortalecer, mesmo o exercício ferindo.
- obrigada. tá tudo muito bem pra que você venha me falar coisas que machucam, né? eu tinha tido um dia bom, mas você fudeu ele... vamo fazer assim: quando eu tiver bem feliz e precisar disso, eu peço, pô.

   esse blog tá muito pessimista... meu melhor amigo não contribui. se eu digo: 'eu odeio falar nisso', ele diz: 'temos que conversar sobre isso'. se eu digo: 'deixa que eu sou forte, eu agüento!', ele diz: 'você não é forte e não pode agüentar sozinha'. não dá. realmente... não dá pra continuar aqui, desse jeito. nunca quis tanto ir embora de vez.



it keep hurting as nothing else.


   não sei por que não despejam tudo de uma vez. não sei por que não dizem tudo logo, ficam falando devagar, pra me proteger, pra não doer tanto. não protegem. parece que sempre que eu tô conseguindo lidar melhor com o problema, me mandam mais uma parte dele que eu não conhecia e eu caio de joelhos de novo! não podiam dizer logo? eu teria vontade de morrer um dia e no outro estaria bem.
   não permito mais que os outros tenham o poder de me deixar pra baixo. e lá vamos nós de novo, levantar devagarzinho, com aquela velha armadura meio rude de sempre.

   ah! quero só ver alguém dizer que eu vejo coisas ou achar que eu sou burra, que eu não percebo. minha gente, tá na cara pra quem quiser olhar, basta que prestem atenção ;)



something new [?]


- você é linda.
- eu sei. no começo, todo mundo é...
- mas é que seu jeito é lindo também! tudo em você é colorido.
- você tem a impressão de que eu posso revolucionar sua vida.
- é! é como se...
- é tudo falso. seu amigo mesmo falou. no começo, eu sou linda e o meu gênio te dá vontade de me proteger. quando você vê que não consegue controlar, a beleza vai embora e tudo que você quer é sair ileso de tudo.
- você continua sendo linda.
- não ouviu o que eu falei?
- ouvi. e não me importa.
- não?
- eu não sei o que pode acontecer depois, mas nem quero pensar nisso... você é linda e te ver me faz ficar feliz agora. você é linda e tudo que eu quero é ficar com você pra sempre, agora. :)



happy birthday :D


   há um ano, eu esperneava, gritava e era arrastada pelos corredores pela professora. em protesto à mudança da sala de inglês, eu criei o blog! na verdade, eu criei porque o triple, blog passado, não tava funcionando! hiauehaisuehaisuhe o blog deveria ser de críticas, fossem elas à situação política mundial ou a quem tivesse arrumado a minha bagunça. acabou virando mais uma auto-crítica, tudo isso. um cano de escape pra ler depois e avaliar. talvez nem isso... talvez fosse só pra deixar que os pensamentos escorressem pelas palavras, não pelos olhos.
   um aninho de menta. parabéns a vocês, que me agüentam, que aconselham... e que eu amo! :*

assistindo: o casamento do meu melhor amigo. sugestivo? hiuhseiuheihae³



sobre filmes americanos e garota brasileira.


   essa história de caras que se apaixonam pelo gênio diferentemente lindo da melhor amiga não existe. ou melhor, existe sim... em filmes idiotas.
   eu tava tentando segurar, mas ver certas coisas me fez explodir e chorar feito uma imbecil... no meio da sala de aula. o gui chegou perto pra perguntar o que eu tinha. tinha vontade de ir embora dali, com certeza. muita vontade de deixar tudo e ir embora. e sentia muita falta de quando ele conseguia entender tudo sem palavra nenhuma.



call me out.


   esse post não é recomendado pra quem tem medo de 'fantasma'.
   que a situação tá difícil, todo mundo sabe. todo mundo DAQUI sabe, porque eu uso o blog como desabafador oficial e, às vezes, os amigos também! hiuehaseiuhaseiuhase vale lembrar que ninguém da família/amigos menos próximos sabe da existência desse blog nem dos fatos recentes, muito menos imaginam que eu deva estar triste. cansada, no máximo. e vale lembrar também que nenhum amigo próximo/blogueiro amigo tem o telefone da casa da minha avó.

   eis que ontem, às onze da noite, o telefone toca.
- pronto?
- alô?
- oi, vó!
- oi, gabi... era com você mesmo que eu queria falar!
- diga!
- mandaram um recado pra você.
- hã?
- pediram pra eu avisar que, apesar de tudo estar muito difícil agora e parecer sem solução, você é muito forte e vai conseguir dar um jeito em tudo.
- COMO É? o.O
- foi lá na casa de bibi*. alguém mandou dizer que você não está sozinha, mesmo que pareça, e que, por mais que você não veja, tem sempre alguém segurando sua mão e tentando lutar com você contra os sentimentos e situações ruins. disseram que você não deve se sentir culpada pelos seus impulsos, mas que deve se concentrar pra controlá-los. você é corajosa o suficiente pra se meter em problema, com certeza vai ser pra enfrentar você mesma.
- vó...
- ah! e pediram pra que você não parasse de acreditar, nem em você nem nas forças que todo mundo tá te enviando.
- obrigada o.O'

*bibi: minha bisavó :D

   se bibi não fosse médium, se eu não fosse espírita, se vovó não tivesse falado em 'zé' e eu não tivesse uma boa memória pra lembrar que 'zé' é o nome do meu 'segurança-espiritual-24hrs', eu estaria bem mais tranqüila quanto aos meus segredos.



she's dancing.


   dois segundos. esse foi o tempo necessário pra mudar o dia dela. tempo suficiente pra as mãos gelarem, o nó na garganta apertar, prender a respiração e as borboletas baterem asas no seu estômago. dois segundos pra o coração quase parar e ainda assim ela sentir o sangue correndo como álcool pelo corpo, enquanto os joelhos franquejaram e ela não perdia, por pouco, a hora de rir da piada. tempo bastante pra que ela decidisse que ninguém ali devia notar, tempo de sobra pra que seus olhos vissem o que ela não queria.
   dois segundos. esse foi o tempo necessário pra que as mãos dele mexessem nos longos fios de cabelo, não mais eram os dela, e pra que deixasse quase sem querer que ela percebesse aquele olhar doce. aquele olhar, ela conhecia tão bem. já fora dela, todo dela. aquele olhar, aquelas mãos, aquela alma e aquele sentimento. dois segundos pra que ela lembrasse que não era mais por ela que a alma dele vibrava nem que ele repetiria aqulas cinco palavras da promessa. ela morreu ali, por dois segundos.
   dois segundos. esse foi o tempo que passou pra a garota reconstruir a muralha habitual. foi o tempo que ela teve pra escolher continuar dançando, pulando e rindo, por mais despedaçada que estivesse. e dançou, pulou, riu até não poder mais. cantou alto, com força, como se tentasse fugir, como se quisesse daquela forma esgotar o seu corpo... e o sentimento também.



be strong. believe.


   não adianta tentar animar o blog. vai soar tão falso... o clima por aqui tá assim mesmo. desculpa, gente, esse desânimo. hoje eu amanheci feliz, porque os documentos do meu intercâmbio tão saindo. sempre tive vontade de viajar pra a inglaterra, mas o motivo agora é outro: nunca tive tanta vontade de ir embora daqui, de deixar tudo e todo mundo pra trás, de começar do zero.
   não é fácil acordar todos os dias dizendo pra si mesma que você tem que ser forte. não tem pra onde correr, ou é ou é. e pronto, senão você não agüenta. as coisas não tão ajudando... amanhã é aniversário do gui. pensar nisso devia me deixar feliz, mas eu sei que vou ter que ser mais forte do que venho sendo. quando chegar, não é o meu abraço que ele vai querer, não é comigo que ele vai querer passar o dia, não é a mim que ele vai procurar nos intervalos, não é o meu presente que ele vai ficar olhando quando chegar em casa... hsiuehiheaiheuihsae tão idiota pensar assim, né? mas machuca. e como.
   se é procês saberem, ele não está com ninguém no momento, mas nada disso é paranóia minha. huhiheaihseiuhse por favor, me desejem sorte. vou precisar :)

'eu abrirei minhas asas e eu aprenderei como voar
eu farei qualquer coisa para tocar o céu
eu farei um desejo, aproveitarei uma chance,
farei uma escolha e jogarei tudo pro alto.
fora da escuridão em direção ao sol
mas eu não esquecerei todos os que eu amo
me arriscarei, aproveitarei uma chance,
farei uma escolha e jogarei tudo pro alto.'
(breakaway)



and so it is, the shorter story.


- por que você vai me deixar? 
- porque sou egoísta, acredito que vou ser mais feliz com ela... 
- diz que você me ama, dan! 
- eu te amo...
- é mentira, eu já estive do outro lado!
- eu me apaixonei por ela, alice...
- como se você não tivesse escolha! existe um momento, existe sempre um momento... 'eu posso fazer isso, eu posso me render a isso, ou eu posso resistir'. eu não sei quando foi o seu momento, mas eu sei que você teve um.
[closer, perto demais]

   volta e meia, me sinto como a alice. me sinto em closer.
   eu nunca tinha desistido. eu não queria ter desistido. eu não queria tê-lo deixado desistir de mim... por mais difícil que fosse, eu sempre fiz o que eu queria. lutei até o fim, até onde eu podia. usava de todas as armas, deixava até o orgulho de lado. dessa vez não foi assim. eu joguei a toalha antes de acabar... até parece que ele me deu escolha. até parece que eu desisti porque achei bonito. não importa... não aprendi a desistir nem a perder. acham que eu sempre ganhei antes? claro que não. eu perdi também... mas nunca tinha me sentido tão perdedora.

   não devia machucar tanto :/



you asked me to enter, but then you made me crawl.


   do que adianta eu desabafar, se eu não vou ouvir nada diferente?
   tá difícil? tá. mas vai passar e, enquanto não passa, eu agüento. e quando eu digo que agüento é porque eu suporto mesmo, não é pra fazer charme... mas quem disse que o gui entende? também pudera não entender tudo [nem vindo fuçar aqui no blog, né?], porque eu não ando deixando meus pensamentos babacas escaparem aos ouvidos dele. sou a personificação da falta de tato, não da falta de noção. ele é meu melhor amigo, mas não deixou de ser ainda o meu ex-namorado.
   o que ele diz? 'desabafe com seus amigos'. rá. dá pra rir. eu até tenho amigos, mas não vou chegar pra nenhum deles num momento legal pra pedir que eles escutem como é triste não ter controle algum sobre o que eu sinto e ser uma pobre menina rica. aaaah, pra a porra! enquanto ninguém vier me perguntar, eu fico satisfeitíssima em manter aparências e ficar de bico fechado, inclusive porque eu sei que vou ouvir aquele bom e velho: 'calma, isso passa. você é legal, inteligente, vai achar alguém melhor e...'. enfim. não quero alguém melhor. quero que passe, que eu esqueça.
   mas é CLARO que tem alguém que vem perguntar: o gui :) só ele nota, não o culpo por isso. mas não adianta conversar com ele agora. se eu falar o que eu ando pensando, além de me achar meio patética eu vou ficar frustrada. ele não vai responder nada do que eu queria ouvir. ele não vai resolver meus problemas. ele não vai fazer com que magoe menos... então que não peça pra eu ser quem não sou.



volta às aulas [e ao que era antes].


   não imaginei que eu tivesse que ser tão forte pra voltar pro colégio, na boa. foi só colocar os pés no azulejo marrom e veio um calafrio. não tá fácil, por mais que isso pareça besteira de menina romântica. longe de mim ser romântica, aliás. o olhar não vem denunciando, até porque não olho nos olhos do meu melhor amigo há um tempo. quando tava difícil de suportar, eu simplesmente corria pra que ele me desse um abraço daqueles, pra que me falasse coisas legais e me fizesse esquecer a falta que eu sentia de alguém. agora, ele tá do meu lado quase todo o tempo e ainda assim eu sinto a falta dele. pra onde eu olho, eu vejo a gente quando tudo ainda tava no lugar certo, quando a gente ria sem motivo e eu não tinha que fazer uma força quase sobrenatural pra não deixar que as palavras escorreguem pela língua... eu lembro de quando eu brigava com qualquer um que dissesse que a gente não ia ser pra sempre. que burra.
   calma. é disso que eu preciso.

ps¹: quando eu lia 'tô sem tempo' no blog, eu achava que era papo furado. tô saindo de casa às seis da manhã e chegando às oito da noite. não é vida :/



(don't) look me in the eye.


thay. diz:
quando vi o o teu olhar quando visse nós três...
ice; diz:
eu não lembro desse olhar... uhisheaihsehehsehsehseiuhesiuhsae juro, não lembro...
thay. diz:
mas, eu lembro como hoje! o teu olhar era de quem falasse: " tá vendo, eu sabia! tudo que eu não queria acreditar e ver... aconteceu". eu me senti no chão!!!
ice; diz:
não consigo ver meus olhos pra lembrar! x)
thay. diz:
até mainha percebeu!
ice; diz:
como é que é? o.O

eu odeio, detesto, abomino essa droga de olhar. eu podia ser a melhor atriz do mundo, mas ainda assim ia me fuder por causa dele. danem-se os textos bonitos, a poesia, tudo! dane-se quem gosta de olhar transparente! eu odeio. odeio porque mesmo que eu sorria, mantenha postura, me controle, no final ele sempre vai denunciar que meu coração tá uma bomba. aah, merda.



carnaval é festa e o amor é cego.


   'não sei... não sei porque. ela estava ali, perto de mim, dando mole. você sabe, carnaval, festa, a gente mistura bebida e acaba fazendo esse tipo de coisas. se eu já procuro algo de você em cada menina que eu vejo, melhor nem imaginar quando eu estou bêbado. os olhos dela me lembravam os seus. não, ela não tinha esse jeito de olhar que você tem... olhar de criança, que mostra pra quem quiser ver o que tua alma tá sentindo, que parece doce o bastante pra me fazer rir quando brilha, mas é forte o suficiente pra me quebrar todo; mas o dela tinha as mesmas cores. e os cabelos... ela não pintava com essas tintas que você tem coragem de pôr nem combinavam tanto com a pele morena, feito a tua, mas eles eram lisos com essas voltinhas que os teus têm na ponta. o sorriso... putz, nem vale a pena falar. teu sorriso é gostoso de ver, parece que teu mundo tem coisas bonitas que mais ninguém consegue ver e você sorri por elas. o dela era mais um desses sorrisos que você vê passar por aí, caminhando na rua e nem dá atenção, porque verá outro igual na próxima rua. ainda não sei porque. ela parecia, mas com certeza não era você. preferia que fosse, mas você não estava lá. ela me lembrou... ah! eesa droga de distância. não serve de nada, só atrapalha! e de que adianta tentar sempre chegar o mais próximo de ti que eu puder, ficar com a pessoa mais parecida que eu encontrar, se a droga do amor é cego?'

alguém me responde se isso é uma declaração linda de amor ou uma prova escrita de um ato de canalhice? x)



best one.


   tava quente. com a minha cartolinha fofa, uns quarenta graus. ai. um monte de garotos lindos, sem camisa, mas com aquele jeito de 'sou playboy, papai banca minha cerveja e eu pego quem eu quiser'. quem não era bonito, era tosco (e bota tosco nisso!). ainda tinham aqueles pirralhos infelizes que ficavam com suas arminhas atirando jatinhos d'água no meu ouvido e aquelas ladeiras de pedra, tortas e íngremes, que maltratavam meu pezinho. as gotas de suor na minha testa me davam a impressão de eu ser uma cachoeira, mas... quem se importa? quando a banda desce, tocando frevo, e eu grito no meio da multidão: 'olindaaaa! quero cantaaar a tiii essa canção! teus coqueirais, o teu sol, o teu mar faz vibrar meu coração de amor, a sonhar! minha olinda sem igual, salve o teu carnavaaaal!'. aí tudo passa, num tem problema, e as pernas se mexem sozinhas, no ritmo. o coração dos recifenses fica nos pés, em fevereiro ;D
   só quem é daqui entende :)

ps¹: "os estados unidos são um país de primeiro mundo mesmo, né, bi? até os pobres falam inglês lá!". luca, luca... eu não me agüento! x) hiuhehseiuhsaeiuhase
ps²: tá tudo bem com o strike, gente! *.* êêêê! tá vendo que meu layout fez o coração dele amolecer? huseihsahiueaheaihe



make your choice, young lady.


   ca-ra-jo. por que raios a gente não fica no colegial até os vinte, vinte e cinco anos e só aí decide o que quer fazer da vida?
   [flashback] segunda eu recebi uma notícia muito legal, mas nem me empolguei de contar aqui no blog pelo meu humor alteradão. ganhei uma bolsa integral pra um curso pré-vestibular num dos melhores colégios de hellcife. muito, muito bom, porque eu não tenho nem em sonhos condição de pagar 600 reais num curso, além do mais quando eu ainda vou começar o segundo ano. ótimo. entenderam até aí? [/flashback]
  
na entrevista com o tiozão lá, ele perguntou pra que eu ia fazer a prova. vale lembrar que, independente do que eu vá cursar, eu vou fazer o pré de medicina. continuaando... a minha resposta? letras. mas é cla-ro. eu já sou professora de reforço e eu não consigo me imaginar fazendo outra coisa da vida, seja pela dinâmica, pela comodidade ou pelo prazer que eu tenho quando tô ensinando. contei pra a mamãe e ela só não me bateu porque eu sou maior que ela. 'pelo amor de Deus, faça direito!' boa pedida. já tinha mesmo pensado em ser promotora, mas desisti quando comecei a ensinar. no final das contas, fui preencher o formulário. 'curso que deseja prestar: relações internacionais'. ah, qual é? eu tenho português, inglês e espanhol fluentes. ia me dar bem, num ia? xD

   ps: garota precisa de ajuda. urgente, por sinal. os profissionais queridos e fofos blogueiros não querem me falar um pouco do que fazem não? ah! detalhe. não levo jeito pra exatas e não boto o pé na área de saúde. obrigada :D