- tá chorando?
- NÃO!
- então... o que tá acontecendo?
- tava olhando as nuvens pela janela. olha pra elas. são tão alheias a tudo, sem limites... e continuam se movendo, sempre, elas seguem em frente, tão mutáveis, sem nem mesmo se importar se vão causar uma chuva forte ou só deixar o céu nublado. são lindas.
- tu anda pensando demais, minha filósofa! ;)
- não sou filósofa. eu sou uma estúpida falando coisas idiotas que parecem inteligentes e que você só não entende porque não tá no meu lugar :) mas eu te amo.
nossas memórias fazem de nós quem somos hoje, sejam elas boas ou ruins. você pode esquecer o passado, mas nunca vai deixar de vivê-lo, porque até seu jeito de sorrir e olhar, agora, traz marcas e lembranças. talvez você fosse mais intolerante se não tivesse cometido aquele erro ou mais cético se não tivesse sentido aquela dor na pele; quem sabe você fosse mais racional se não tivesse amado daquela forma ou nunca sorrisse assim se não tivesse conhecido aquele cara. você não pode mudar seu passado, então... qual o destino de quem prefere esquecê-lo?
acho que vou apagar meus erros, lembrar apenas que não os devo cometer de novo; esquecer do que eu senti nos momentos tão diferentes onde eu achava que era feliz antes de te conhecer e quando você ainda era aquele velho amigo que segurou minha mão por tanto tempo; não sei, vai ver eu vou acabar esquecendo mesmo de como eu costumava me sentir quando estava com você, de como nossa cumplicidade transbordava e a felicidade não cabia no corpo de tão grande que era; vai ficar apenas o recomeço. você assim, novo, o mesmo cara foda de sempre, com muito mais restrições e julgamentos, muito menos paciência, humor e eu na sua vida.
você pode apagar alguém da sua cabeça, mas talvez o coração nunca esqueça, realmente :)
_
ai, ai. eu realmente precisava dessa viagem. foi curtinha, mas me desligar dos problemas reais e da civiliação me fizeram bem e ficar numa cidade onde até o ar-condicionado é quente ajuda a derreter o gelo. pela primeira vez em semanas eu ri com vontade e realmente me diverti. como sempre, esse natal foi mais bizarro que o passado! :)
pra começar, meu tio comprou um carro sem saber dirigir e me deu a honra de ser a primeira a passear com ele. rola tensão nos primeiros cinco minutos, porque depois disso a gente foi ultrapassado por uma bicicleta e eu relaxei! fizemos um tour pela cidade ouvindo 'quem vai querer a minha piriquita?'. daí a primarada vai brincar de 'nome, lugar, objeto' devido à falta do que fazer. e minha prima: 'lugar? analândia'. 'onde fica isso?'. 'não sei'. 'ah, claro... é o vulgo: cu do mundo'.
depois, a festa de natal. minha prima não sabe fazer 'máscara tosca com as mãos' e eu tive que ensinar ;B a pequena ganhou uma arma d'água e molhou o baralho que a gente tava jogando tapão e eu desci o cacete nela, numa daquelas brincadeiras amistosas de primas! meu tio é uma finess tão grande que tava bebendo rum com coca de canudo em taça de cristal. ai, ai... então ele merecia a água que eu e o didot botamos na garrafa do rum! o/
pra fechar, o show piromaníaco. não, você não leu errado. a pequena se irritou porque eu escondi a arma dela, foi fazer pegadinha comigo e acabou, num acidente, tocando fogo no box. importante lembrar que eu estava tomando banho.
enfim, um natal meio natural :)
[velocidade máxima]
[varanda]
[prefiro não comentar]
[aqui, o tio tava bebericando]
'olhe para ela. ela está sorrindo, mas... está feliz?'
o sorriso de mona lisa
feliz natal pra todos!
gente, me desculpa a falta de explicação do último post. foi mesmo um 'desabafo' meio louco, mas tenham certeza que os últimos comentários vêm me ajudando. tomei uma decisão: não vão haver mais saudades. vou esquecer o passado, inclusive parte do gui, quem ele foi nos últimos anos. esquecer as aventuras, as coisas mais bizarras, os erros engraçados, as coisas escondidas... só assim não haverá espaço pra saudade das surpresas que não vão mais acontecer nem incômodo com a estabilidade com a qual eu ainda vou ter que me acostumar. agora eu sei exatamente o rumo que minha vida vai tomar se nada mudar, sei exatamente o que vai acontecer e até onde eu vou chegar. isso é meio frustrante. eu sempre tinha pedido a Deus pra me dar uma vida mais... normal. é, eu só não esperava ser atendida :)
'nada melhor do que o romance ideal para arruinar a amizade perfeita'
não tem mais nada pelo que brigar. as cartas foram postas à mesa e... é uma decisão a tomar. uma escolha. ninguém tá me obrigando, eu já sei, não precisa repetir que eu só faço por que eu quero. eu quero. ou queria? eu sou inteligente o suficiente pra entender os motivos, mas ninguém é forte o bastante pra gostar de uma situação assim. pra gostar. se eu não gosto, do que isso tá me servindo? bem que você disse... é muito difícil fazer algo sem ver retorno algum nisso.
"she said: 'i can't take this place,
i'm leaving it behind'.
oh, well, she said: 'i can't take this town,
i'm leaving you tonight."
guï diz:
pq vc tá assim? não chora... parece que o AGORA é tão mais ruim que antes...
bi ™ diz:
não é tão pior do que antes. é só... que dá saudade.
bi ™ diz:
é só que.. sabe o filme? :} ele me lembra como a história da gente é bonita. as fotos em preto e branco me lembram a tarde na tua casa... e era bom. a gente tinha que se esconder, mas era tão óbvio pra todo mundo que a gente tava mais junto do que queria admitir... eu passei a tarde deitada contigo na cama e foi lindo porque qualquer outro garoto tentaria passar a mão em mim, mas tu ficaasse só mexendo no meu cabelo... talvez por isso eu te deseje tanto. aliás, eu te TUDO tanto! :D
guï diz:
foi mal não comentar, mas to um pouco morgado... mas foi legal ler isso!
bi ™ diz:
não precisa comentar... mas é que tudo era tão... singular mesmo! eu me orgulhava da gente ser amigo pra tudo, de eu poder te falar o que quisesse, porque tu era a única pessoa que nunca ia me julgar. eu me orgulhava de ter conseguido tirar tua fixação na guitarra x) eu me orgulhava da gente nunca ter brigado. da gente ser mesmo como metade de uma alma só, da gente sempre se entender... e eu falva pra todo mundo o quanto ninguém parecia com a gente, porque todos os casais de namorados invejavam o jeito que a gente se olhava e entendia tudo. era tão legal, sabe... sei lá... era... foi um tempo único. não só pra gente. ninguém vai ser tão feliz quando a gente foi.
guï diz:
é isso que me deixa um pouco mal... vc olha pra trás como se fosse um estado de alegria inalcansável, com uma saudade de algo tão incrivelmente singular...
bi ™ diz:
sei lá, gui... perdemos a inocência :]
guï diz:
"inocência"?
guï diz:
kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk
guï diz:
nunca tivemos inocência.
bi ™ diz:
tivemos.
bi ™ diz:
a gente achou que aquela felicidade toda ia ser pra sempre :)
_
o meu presente, dado pela fernanda peres, não podia ter sido mais... chocante, no mínimo. 'de repente é amor'. pode não ter sido o filme mais bonito e fofo que eu já vi, com as falas mais tocantes ou algo assim, mas foi o que mais me marcou. a história de duas pessoas que se apaixonam à primeira vista e só descobrem anos depois me remete ao passado ainda presente, àquela época em que eu era feliz por completo e ainda ouvia 'i'll be there for you' naquela voz tão singular acompanhada de violão. eu sorria sem ter porquê e achava até engraçada a semelhança de diálogos do filme com os meus. me deu saudade.
fernanda, muito obrigada. sinceramente, com o carinho de uma nova fã! :) o seu trabalho ficou lindíssimo!
eu não tenho mais medo. pode vir o que vier, mas eu me sinto tranqüila. pode ser que nada seja como a gente sonhou, mas... o que importa? até agora foi como um sonho. eu achava que era feliz antes, achava que conseguir não me apegar a nada e a ninguém era o melhor que podia acontecer na nossa vida e eu me achava o bastante pra mim. tudo besteira. mesmo que só tenha notado depois de tantos anos, eu sempre precisei de você... e sempre te amei muito. você sempre foi peça-chave na minha felicidade. eu olho pra trás e vejo que nunca estive sozinha. olho pro futuro e vejo que você vai continuar segurando minha mão, seja como imaginamos ou não. você me fez ver que eu posso ser muito mais feliz porque eu amo alguém, porque posso me doar e acreditar que eu te faço bem. talvez não seja sempre assim... talvez as certezas mudem, talvez as vontades e os fatos as acompanhem. talvez, olhando pra a balança, você descubra que meu 'peso' é menor que algum outro na sua vida e me deixe, ninguém nunca sabe o que vai haver. mas um dia você me disse que 'eu já estou muito em você e você já está muito em mim'. você é parte dos meus atos, das minhas manias, da minha alma. me resta agradecer por ter me escolhido pra ser tão importante :)
'desejo que você tenha a quem amar
e, quando estiver bem cansado,
que ainda exista amor pra recomeçar'
barão vermelho
a dona tah, do recolorindo, deu a idéia e eu copio descaradamente. é pra dar um help a quem me tirou no amigo secreto virtual! :D
nome: angelina awbooc.
signo: escorpião com ascendente em escorpião.
hobbie: ler, jogar cartas de tarô, blogar.
time do coração: náutico
um autor: j.k.rowling e dan brown.
um livro: a arte da guerra, séries 'harry potter' e 'a mediadora'.
uma banda: yellowcard e no doubt
uma flor: lírio e rosa vermelha [mas geralmente não gosto de coisas floridas]
uma cor: bege e verde musgo.
um verbo: superar.
um vício: mp4
um xodó: sapos de pelúcia.
um seriado: psych.
um filme: ai, o martírio, meu fraco. closer, amélie poulain, de repente é amor, brilho eterno de uma mente sem lembranças, v de vingança e mulan :)
um desenho: calvin e sakura card captors.
um cantor: bon jovi
uma cantora: lily allen
uma música: believe e rough draft [yellowcard]
um ator: johnny depp
uma atriz: natalie portman
um objeto: caneta
uma frase: 'por que só o amor não basta?'
ps¹: aos usuários com comentários do blogger... me façam um favor: arrumem essas drogas. eu fico puta da vida quando vou filosofar no blog de alguém e tem aquele "e-mail do google" e aquelas putarias. se não se importam... por que não instalam haloscan, hein!? :D
"gina já não chorava. sustentou o olhar de harry com aquela mesma expressão decidida e intensa que ele vira quando a garota o abraçara depois de conquistar a copa de quadribol em sua ausência, e ele soube que naquele momento os dois se compreendiam perfeitamente, e quando lhe contasse o que ia fazer agora, ela não iria dizer "cuidado" nem "não faça isso", mas aceitaria sua decisão porque não esperava dele outra atitude. então, ele se revestiu de coragem para dizer o que sabia que teria de dizer, desde que dumpledore morrera.
- gina, escute... - começou em voz muito baixa, em meio ao burburinho de conversas à sua volta e às pessos que começavam a se levantar - não posso mais namorar você. temos que parar de nos ver, não podemos ficar juntos.
ela disse, com um sorriso estranhamente enviesado:
- é por algum motivo nobre e idiota, não é?
- essas últimas semanas com você têm parecido... parecido fazer parte da vida de outra pessoa - explicou harry. - mas não posso... não podemos... tem coisas que preciso fazer sozinho agora.
ela não chorou. olhou-o apenas. [...]
- eu nunca desisti de você. não de verdade. sempre tive esperança... hermione me disse pra tocar a vida, talvez sair com outra pessoa, me descontrair um pouco perto de você, porque eu nunca conseguia falar quando você tava na sala, lembra? e ela achou que talvez você prestasse um pouco mais de atenção em mim se eu fosse mais... eu mesma.
- menina esperta, essa hermione... - comentou harry tentando sorrir - eu só queria ter convidado você pra sair antes. poderíamos ter tido séculos... meses... anos talvez...
- mas você sempre esteve ocupado salvando o mundo bruxo - replicou gina, quase sorrindo - bem... não posso dizer que eu esteja surpresa. eu sabia que isso aconteceria um dia. eu sabia que você não seria feliz se não estivesse caçando o voldemort. vai ver é por isso que eu gosto tanto de você."
harry potter e o príncipe mestiço, pg 506.
não é só em contos e livros que as pessoas precisam tomar decisões difíceis, mas não é apenas neles que existem finais felizes. eu vou segurar sua mão onde, quando e como quer que seja. não tenha medo, eu vou te amar pra sempre ;)
religião, pra mim, é algo muito mais que individual: é pessoal. eu sou a favor do relativismo e muito mais que isso: sou a favor do respeito. o relativismo é aquela teoria pela qual toda avaliação é relativa a algum padrão; na religião, é aquela que diz que, independente da sua crença, você vai encontrar um Deus verdadeiro. o respeito, aquele que sempre é bom e todo mundo gosta, eu já não preciso definir. e, pra completar o 'momento explicativo', nosso amigo wikipédia me ajuda a definir religião: "é um conjunto de crenças relacionadas com aquilo que a humanidade considera como sobrenatural, divino, sagrado e transcendental, bem como o conjunto de rituais e códigos morais que derivam dessas crenças".
por ser relativista, eu penso que as pessoas só escolhem suas crenças pelo que as religiões lhes proporcionam; ou seja: pra mim, não importa o que você seja, mas se você acredita no que é dito e aquilo te conforta, seja na explicação sobre o que é a morte ou como viver a vida, já é válido; se aquilo te faz se sentir bem e fazer o bem sem levar em conta qualquer outro fato de estar ajudando uma vida, tá na boa; se você se sente uma pessoa melhor praticando o que quer que seja e não incomoda ninguém, eu apoio.
por defender o respeito, eu acredito que todos têm direito de seguir aquilo em que acreditam sem serem julgados por praticar esta ou aquela crença. é claro, têm aquelas seitas meio loucas que te mandam matar o povo, mas isso é outra história, eu tô falando de gente de bem :) então, não me interessa se você é católico, protestante, espírita, macumbeiro, anglicano ou qualquer outra coisa. o que eu não concordo é que você saia por aí gritando que a sua religião é a melhor e tentando converter meio mundo sem se importar se aquela pessoa já tem uma religião ou não. o que eu não acho certo é que você exalte aquilo em que acredita desmerecendo a fé dos outros e o porque deles seguirem culturas opostas à sua. o que eu não admito é que onfendam quem quer que seja, direta ou indiretamente, na maioria das vezes sem base ou conhecimento algum, pela religião que escolheu.
se quer cumprir sua religião junto a mim, eu respeito, desde que você me respeite também.
tenho dito.
ele olhava pra ela sem entender o porquê. já tinha ouvido várias vezes que não era menina pra ele e podia ter a garota que quisesse, sem dúvidas. era charmoso, muito inteligente, tinha bom humor e sabia conversar com quem quer que fosse. sabia que todos o achavam simpático, não por assim pensar, mas por todos virem elogiá-lo quanto a isso. bastava querer e teria quem escolhesse, então... por que justo ela? nunca tinha conhecido alguém com tanta capacidade de discordar de tudo que se era dito. ela era forte, com certeza, mas era demais; era tudo demais. egoísta demais, crítica demais, sincera demais. ela rejeitava o que não gostava com a mesma intensidade com que protegia tudo que amasse. ah, não se podia ser assim, tinha que ser sociável, ao menos! e orgulhosa que era!? era muito, não se deixava mostrar triste, escondia qualquer vestígio que indicasse que tinha um ponto fraco e não se permitia ser ajudada por ninguém. ah, ousada demais também, por pensar que é auto-suficiente. só se mostrava simpática quando queria; quando não, podia ganhar a coroa de miss antipatia. se recusava a ser boa menina. porque ela?, ele continuava se perguntando, mas segundos depois descobriria a resposta. enquanto tudo isso pensava, ela virou pra ele;sorriu com aquele sorriso de meio contido de quem quer ser sempre sério... ah, se fosse só isso! e olhou bem nos olhos dele com seu olhar borrado de delineador. foi ali que ele entendeu que, dentre tantas perfeitas pra ele, ela, a única que não podia ser, era também a única que conseguia tocar sua alma com os menores gestos.
'o que você me pede eu não posso fazer
assim você me perde e eu perco você
como um barco perde o rumo,
como uma árvore no outono perde a cor
o que você não pode, eu não vou te pedir
e o que você não quer, eu não quero insistir'
piano bar, engenheiros do hawaii
no meio de risos, ela parou de sorrir. fitou a janela, sentiu o vento no rosto e olhou pro rosto dele. bem sabia que ele não era o cara mais bonito da escola e... quem se importava? era lindo e pronto, com o cabelo maior que de costume, meio bagunçado, dando forma ao rosto fino. era lindo, ainda mais rindo daquela piada sem graça, com os olhos grandes e expressivos apertados. então ele parou. olhou pra a garota, que tirava uma mecha dos olhos e arrumava o seu vestido lilás estilo hippie. ela também mudara, ele só não sabia em que. mantinha a postura desleixada e os cabelos lisos despenteados, mas no lugar. ainda possuía aquele jeito meio arrogante de falar, embora ele soubesse que, no fundo, ela tentava ser melhor. e o olhar... não, não continuava o mesmo. era isso. agora ela levava um olhar que misturava saudade e... ele não sabia dizer, mas o olhar estava diferente, costumava ser mais altivo, mais vivo. então ela pousou-o nele. enquanto olhava pra ele, ela tentava fotografar cada movimento. aprendera com ele a viver tudo como se fosse a última vez, por não saber quando as coisas poderiam mudar de novo; queria guardar cada gesto, cada segundo. voltou-se pra a janela novamente. agora, só lhe restava esperar que tudo melhorasse... ou que ele fosse embora.
"why isn't love enough?"
por que só o amor não basta? por que isso que eu sinto não é suficiente pra resolver os problemas? por que toda essa insistência em me fazer 'uma pessoa melhor', se pra mim só você, fosse com defeitos ou virtudes, já estava bom demais? talvez porque meu amor seja simples demais. talvez porque o meu sentimento não precise de frases rebuscadas de amor eterno, bastava você e eu sabermos que ele era nosso elo de ligação, que ele nos fazia metades de uma única alma. eu gostava de quando eu não precisava ouvir tantos 'eu te amo', que agora soam como uma compensação pelo meu esforço, e podia sentir que era recíproco da sua parte pelo carinho nos meus cabelos, pelo abraço mais apertado. eu gostava quando não tínhamos limites, era ímpossível nos parar. eu gostava quando provas gritantes de amor não eram necessárias.
porque só o meu amor não basta?
edição.
acho que tudo que eu tô sentindo ganhou formas nesse post da érika. trecho:
"Por que a gente deixou coisas tão idiotas atrapalharem o que deveria ser perfeito? Por que, dentre tantos, eu tive que escolher você, e te dar o título de coisa mais importante da minha vida? Por que você faz tanta falta? E por que uma palavra mal colocada ou uma elevação no tom de voz durante uma briga me magoam tanto? Por que a sua ausência dói lá no fundo e pinta meus dias de cinza? Por que, quando você não está, tudo perde a graça, e eu perco a calma. Músicas me lembram você. Sinto vontade de te escrever poesias que dizem o quanto tenho um vazio no peito cada vez que você não me liga. Ah, meu amor. Por que deixamos que problemas do dia-a-dia criassem uma proporção maior do que imaginávamos?"
vale ir lá, conferir » compulsive
- eu não quero te machucar...
- então porque está machucando?
acho que meu estado de espírito indefinível está me fazendo ficar viciada em 'closer - o filme', e nas falas mais fodas do cinema. indentificação? com a personagem da natalie portman, a alice. o que me lembra? a tarde das férias de inverno que o gui veio passar aqui comigo e assistindo esse filme com um balde de pipoca!
eu não quero perder isso. eu não quero perder o gui. e eu não quero deixar que o sentimento mais bonito que eu já senti na vida vá embora, porque é por isso que eu estou tão fria: por saber que vai haver um momento pra nós dois em que alguém vai ter que decidir o que é prioridade e talvez alguém saia perdendo. de qualquer forma, vou ser eu. eu sinto falta de quando a gente só brigava de brincadeira, de quando as opiniões não eram tão divergentes, de quando eu conseguia sorrir com a maior felicidade do mundo. não queria que nada mudasse; nem eu, nem ele, nem a antiga relação da gente. e eu não quero desistir.
por favor, não me deixe desistir.
leia-se: scraps de orkut depois de um desconhecido GATO adicionar.
- quem é?
- ah, você não me conhece... mas eu gostei muito do seu perfil e resolvi adicionar pra conhecer gente nova, fazer amigos.
- porque, você num tem escola não? num faz curso? mora sozinho aí? tô a fim de amigo não, valeu. mas adiciona a menina loira que mandou um depoimento pra mim, ela gosta de gente :)
a situação atual me fez não ter pena de ninguém, ser mais fria do que de costume, muito mais mal-educada-que o habitual. eu não chorei quando terminei de ler harry potter, quando olhei a foto de paulinho antes dele ir embora, quando meu pai brigou comigo, quando o gui disse que não ia me ver. se ele queria que eu fosse forte, eu tô sendo forte :)
sem emoção alguma, mas forte.